Brasil vira sobre o Japão nos acréscimos, vence por 2 a 1 e avança na Copa do Mundo com gol decisivo de Gabriel Martinelli.
Brasil vira sobre o Japão nos acréscimos, a equipe Brasileira sofreu, respirou fundo, mudou o jogo no segundo tempo e saiu de campo com uma vitória que teve cara de mata-mata: 2 a 1 sobre o Japão, de virada, nesta segunda-feira, em Houston, pela segunda fase da Copa do Mundo de 2026. O duelo foi tratado pelo ge como partida da segunda fase, marcado para 29 de junho, às 14h, em Houston.
Foi uma classificação daquelas que fazem o torcedor passar por todos os estados emocionais em 90 minutos: preocupação, impaciência, esperança, explosão e alívio. O Japão mostrou organização, coragem e capacidade de incomodar. O Brasil, por sua vez, teve volume, empurrou o adversário para trás, finalizou muito mais e encontrou a virada com dois personagens de peso: Casemiro, símbolo de experiência, e Gabriel Martinelli, o homem que entrou para decidir.
Veka como foi a repercussão da vitória brasileira de virada, com gols de Casemiro e Martinelli no segundo tempo, além do gol decisivo de Martinelli nos acréscimos.

Como foi o jogo Brasil 2 x 1 Japão : Japão assusta, Brasil insiste e Martinelli decide no fim
O Brasil começou a partida com a responsabilidade natural de quem carrega uma camisa pesada em Copa do Mundo. Carlo Ancelotti mandou a Seleção a campo no 4-3-3, com Alisson no gol, Danilo, Marquinhos, Gabriel Magalhães e Douglas Santos na defesa; Casemiro, Bruno Guimarães e Lucas Paquetá no meio; Rayan, Matheus Cunha e Vini Jr no ataque. Do outro lado, Hajime Moriyasu armou o Japão em um 3-5-2, tentando povoar o meio-campo, fechar linhas por dentro e sair em velocidade pelos lados.
O plano japonês funcionou em boa parte do jogo. O Japão não teve a bola por tanto tempo, nem criou o mesmo volume ofensivo, mas foi competitivo, disciplinado e frio quando encontrou espaço. A equipe asiática soube transformar poucos momentos de ataque em perigo real. Essa eficiência apareceu no placar e deixou o Brasil em situação delicada.
Quando o Japão abriu o placar, a partida mudou de temperatura. O Brasil, que já tinha mais presença ofensiva, passou a jogar também contra o relógio e contra a ansiedade. A Seleção rondava a área, trocava passes, tentava acelerar, mas esbarrava em uma defesa japonesa bem encaixada. O goleiro Zion Suzuki cresceu no jogo e terminou a partida com oito defesas, número que ajuda a explicar por que a virada demorou tanto a sair.
A resposta brasileira veio no segundo tempo. Casemiro, que antes de sair ainda deixou sua marca, apareceu como centroavante no momento certo e empatou a partida. O lance teve também um componente emocional importante: era o gol que recolocava o Brasil dentro do jogo e devolvia confiança a uma equipe que, até ali, parecia próxima de uma eliminação dolorosa. Segundo o ge, o tira-teima mostrou posição legal de Casemiro no gol de empate.
Depois do empate, Ancelotti mexeu. Fabinho entrou no lugar de Casemiro, Danilo Santos substituiu Bruno Guimarães, Endrick entrou na vaga de Lucas Paquetá e Gabriel Martinelli foi chamado para o lugar de Matheus Cunha. As alterações deram outro gás ao Brasil. Martinelli, principalmente, entrou com fome de jogo. Atacou o espaço, incomodou a defesa japonesa e se transformou no nome da classificação.
O gol da virada veio nos acréscimos, quando o jogo já parecia caminhar para um drama ainda maior. Gabriel Martinelli apareceu para finalizar e colocar o Brasil à frente: 2 a 1. Foi o tipo de gol que muda completamente a narrativa de uma partida. Até poucos minutos antes, a Seleção estava pressionada, contestada e com a torcida apreensiva. Depois da bola na rede, o Brasil voltou a respirar na Copa.
O triunfo também valorizou a leitura de banco. Ancelotti foi cobrado durante o jogo, especialmente pela demora ou pelo perfil das mudanças, mas terminou a tarde com participação direta dos reservas no resultado. Martinelli saiu do banco para fazer o gol da classificação, enquanto o Brasil sustentou a vantagem nos minutos finais com mais controle emocional do que brilho técnico.
Para o Japão, fica a sensação amarga de que a classificação esteve perto. A equipe de Moriyasu competiu de igual para igual em muitos momentos, foi valente e mostrou por que chegou ao mata-mata. Mas, em Copa do Mundo, eficiência ofensiva precisa vir acompanhada de resistência até o último segundo. Contra o Brasil, o Japão não conseguiu sobreviver à pressão final.
Dados, estatísticas e escalações de Brasil x Japão
Os números ajudam a contar a história da partida. O Brasil teve domínio territorial, produziu muito mais no ataque e terminou com 20 finalizações, contra apenas 5 do Japão. A Seleção também acertou 7 chutes no gol, enquanto os japoneses acertaram 2. A diferença no volume ofensivo foi grande, mas o jogo só foi resolvido nos acréscimos porque o Japão se defendeu bem e porque Zion Suzuki teve atuação decisiva, com oito defesas.
Outro dado importante está nos passes. O Brasil trocou 718 passes, com 89% de acerto, contra 313 passes do Japão, com 84% de aproveitamento. Isso mostra um Brasil mais paciente, dono da circulação e com capacidade de manter o adversário recuado. Ainda assim, o volume não significou tranquilidade. A Seleção precisou transformar posse e presença ofensiva em agressividade real apenas na reta final.
| Dados do jogo – Brasil 2 x 1 Japão | ||
|---|---|---|
| Estatística | Brasil | Japão |
| Placar | 2 | 1 |
| Total de passes | 718 | 313 |
| Passes certos | 89% | 84% |
| Passes errados | 79 | 50 |
| Finalizações | 20 | 5 |
| Chutes para fora | 9 | 2 |
| Chutes no gol | 7 | 2 |
| Bola na trave | 1 | 0 |
| Finalizações bloqueadas | 3 | 1 |
| Pênaltis | 0 | 0 |
| Escanteios | 0 | 0 |
| Impedimentos | 0 | 0 |
| Defesas dos goleiros | 2 | 8 |
| Desarmes | 17 | 10 |
| Faltas cometidas | 4 | 13 |
| Cartões amarelos | 2 | 3 |
| Cartões vermelhos | 0 | 0 |
| Escalação do Brasil – Esquema 4-3-3 | ||
|---|---|---|
| Jogador | Posição | Observação |
| Alisson | Goleiro | Titular |
| Danilo | Lateral-direito | Cartão amarelo |
| Marquinhos | Zagueiro | Titular |
| Gabriel Magalhães | Zagueiro | Titular |
| Douglas Santos | Lateral-esquerdo | Titular |
| Casemiro⚽ | Volante | Gol; substituído por Fabinho |
| Bruno Guimarães | Volante | Substituído por Danilo Santos |
| Lucas Paquetá | Meia | Substituído por Endrick |
| Rayan | Atacante | Titular |
| Matheus Cunha | Atacante | Substituído por Gabriel Martinelli⚽ |
| Vini Jr. | Atacante | Titular |
| Carlo Ancelotti | Técnico | Esquema tático: 4-3-3 |
| Escalação do Japão – Esquema 3-5-2 | ||
|---|---|---|
| Jogador | Posição | Observação |
| Zion Suzuki | Goleiro | Oito defesas na partida |
| Tomiyasu | Zagueiro | Titular |
| Taniguchi | Zagueiro | Titular |
| Hiroki Ito | Zagueiro | Titular |
| Doan | Lateral/ala direito | Substituído por Sugawara |
| Sano⚽ | Volante | Gol; cartão amarelo |
| Junya Ito | Meia | Substituído por Machino |
| Kamada | Meia | Cartão amarelo; substituído por Tanaka |
| Nakamura | Lateral/ala esquerdo | Substituído por Junnosuke Suzuki |
| Ueda | Atacante | Titular |
| Maeda | Atacante | Substituído por Ogawa |
| Hajime Moriyasu | Técnico | Esquema tático: 3-5-2 |
A escalação brasileira também revela uma escolha interessante de Ancelotti: começar com um ataque móvel, sem um centroavante fixo clássico, e deixar Endrick e Martinelli como opções para mudar o ritmo no segundo tempo. A estratégia teve seus riscos, principalmente porque o Brasil demorou a encontrar profundidade. Mas, no fim, a entrada de Martinelli foi decisiva e deu razão ao treinador.
Do lado japonês, Moriyasu montou uma equipe competitiva, com três zagueiros, alas participativos e meio-campo numeroso. A proposta era clara: reduzir espaços para Vini Jr., impedir infiltrações por dentro e forçar o Brasil a trabalhar a bola de um lado para o outro. Por muito tempo, o plano japonês foi eficiente. O problema é que a pressão brasileira cresceu, e a defesa não resistiu ao último golpe.
O que a virada diz sobre a Seleção Brasileira na Copa
A vitória por 2 a 1 sobre o Japão não foi apenas mais um resultado. Foi um teste emocional. Copa do Mundo exige talento, mas também exige resistência. E o Brasil mostrou que consegue reagir em cenário adverso. Sair atrás no mata-mata, contra uma equipe disciplinada, poderia ter desmontado a Seleção. Não desmontou.
Casemiro simbolizou a experiência. Em jogos grandes, ele costuma aparecer não só pela marcação, mas também pelo senso de oportunidade. Seu gol recolocou o Brasil no caminho. Martinelli simbolizou a energia nova. Entrou do banco, atacou espaços e decidiu nos acréscimos. Essa combinação entre liderança veterana e juventude agressiva pode ser uma das chaves brasileiras no restante da competição.
Também vale destacar Bruno Guimarães, que, segundo o ge, virou líder de assistências da Copa do Mundo de 2026 após dar passe decisivo para Martinelli fazer o gol da virada sobre o Japão. Em uma partida travada, esse tipo de passe separa uma campanha viva de uma eliminação precoce.
A atuação, porém, deixa alertas. O Brasil finalizou 20 vezes, mas sofreu para transformar domínio em vantagem. Em jogos mais duros, contra seleções de maior força física ou maior poder ofensivo, desperdiçar tantas chances pode custar caro. A Seleção também precisa entrar mais ligada defensivamente, porque o Japão mostrou que poucos ataques podem bastar para colocar pressão no placar.
Por outro lado, a equipe demonstrou repertório. Teve gol de bola trabalhada, gol de presença na área, mudança de banco, pressão até o fim e controle nos minutos finais. Não foi uma exibição perfeita, mas foi uma vitória com alma. E, em Copa, isso pesa.
A classificação mantém o Brasil vivo no sonho do título e aumenta a confiança do grupo. O ge informou que o próximo adversário da Seleção sairá do confronto entre Costa do Marfim e Noruega, enquanto a caminhada brasileira pode cruzar com rivais fortes mais adiante. A partir de agora, cada detalhe será ainda mais importante: escolha dos titulares, controle emocional, aproveitamento das chances e leitura das substituições.
Para o torcedor, fica uma mistura de alívio e esperança. Alívio porque o Brasil escapou de uma eliminação que chegou a parecer possível. Esperança porque vitórias assim costumam fortalecer grupos. O jogo contra o Japão mostrou problemas, mas também mostrou uma Seleção capaz de lutar até o último minuto.
No fim das contas, foi uma virada com roteiro de Copa do Mundo: susto, pressão, gol salvador e explosão nos acréscimos. O Brasil não apenas venceu o Japão. O Brasil sobreviveu a um teste de nervos, reencontrou sua força no momento mais delicado e segue adiante carregando uma mensagem clara para os próximos adversários: contra a Seleção Brasileira, o jogo só termina quando o apito final confirma.
Resumo final: Brasil 2 x 1 Japão. Sano marcou para os japoneses, Casemiro empatou no segundo tempo e Gabriel Martinelli fez o gol da virada nos acréscimos. Com o resultado, a Seleção Brasileira avança no mata-mata da Copa do Mundo de 2026 e mantém vivo o sonho de mais uma grande campanha mundial.