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Espanha vence a Argentina na prorrogação e conquista o bicampeonato da Copa do Mundo

Julho 19, 2026
Espanha campeã da Copa do Mundo de 202

Com domínio praticamente absoluto, 20 finalizações e um gol de Ferran Torres aos 106 minutos, a seleção espanhola derrotou os argentinos por 1 a 0 e voltou ao topo do futebol mundial depois de 16 anos.

A Espanha é bicampeã mundial. Em uma final marcada pela superioridade espanhola, pela resistência do goleiro Emiliano “Dibu” Martínez e por uma tensão que atravessou os 90 minutos do tempo regulamentar, a equipe comandada por Luis de la Fuente venceu a Argentina por 1 a 0, na prorrogação, e conquistou a Copa do Mundo de 2026.

O gol que decidiu o título foi marcado por Ferran Torres aos 106 minutos, já no segundo tempo da prorrogação. O atacante havia começado a partida no banco de reservas e entrou no lugar de Mikel Oyarzabal. Quando a decisão parecia caminhar para os pênaltis, ele apareceu na área para completar uma jogada construída pelo lado esquerdo e encerrar a resistência argentina.

A vitória colocou a segunda estrela no escudo espanhol. Campeã pela primeira vez em 2010, na África do Sul, a Espanha precisou esperar 16 anos para voltar a levantar a taça. A conquista de 2026 teve contornos semelhantes aos daquela campanha histórica: controle da bola, paciência para atacar, enorme segurança defensiva e um gol salvador durante a prorrogação.

Para a Argentina, atual campeã até o início da final, ficou a frustração de perder a oportunidade de conquistar dois Mundiais consecutivos. A equipe de Lionel Scaloni foi pressionada durante quase todo o confronto, finalizou apenas duas vezes e não conseguiu acertar nenhuma conclusão na direção do gol defendido por Unai Simón.

Apesar da diferença técnica observada durante o jogo, o placar permaneceu zerado por mais de 100 minutos. Dibu Martínez realizou uma atuação decisiva e impediu que a Espanha construísse uma vantagem ainda no tempo normal. A Argentina, porém, perdeu força ao ficar com um jogador a menos após a expulsão de Enzo Fernández e não suportou a pressão durante a etapa final da prorrogação.

Como foi a final entre Espanha e Argentina

Desde os primeiros minutos, a Espanha deixou claro que pretendia controlar a decisão por meio da posse de bola. Rodri ocupou o centro do campo e comandou a circulação, enquanto Fabián Ruiz e Dani Olmo se aproximavam para criar superioridade numérica. Pelos lados, Lamine Yamal e Álex Baena tentavam abrir a defesa argentina e oferecer opções de passe em profundidade.

A Argentina adotou uma postura mais cautelosa. Lionel Scaloni montou duas linhas compactas e tentou reduzir os espaços diante da área. Lionel Messi e Julián Álvarez ficaram responsáveis por iniciar os contra-ataques, mas receberam poucas bolas em condições de ameaçar o sistema defensivo formado por Pedro Porro, Pau Cubarsí, Aymeric Laporte e Marc Cucurella.

A diferença de produção ofensiva começou a aparecer rapidamente. A Espanha acumulou finalizações, cruzamentos e escanteios, obrigando Dibu Martínez a trabalhar repetidamente. O goleiro argentino mostrou agilidade nas conclusões de média distância e também segurança para sair do gol quando os espanhóis conseguiram atacar o espaço entre os zagueiros.

Mesmo sem balançar a rede, a seleção europeia não perdeu o controle emocional. O time continuou trocando passes, movimentando a defesa argentina de um lado para o outro e procurando uma brecha. Ao todo, os espanhóis terminaram a partida com 62% de posse de bola e impressionantes 831 passes, quase o dobro dos 455 registrados pela Argentina.

A precisão também evidenciou a superioridade da equipe de Luis de la Fuente. A Espanha completou 88% de seus passes, enquanto os argentinos tiveram 77% de aproveitamento. Essa diferença fez com que o jogo permanecesse durante longos períodos no campo de ataque espanhol.

A Argentina resistiu durante o primeiro tempo e tentou alterar o ritmo depois do intervalo. Messi passou a recuar para participar mais da construção, enquanto De Paul buscou acelerar as transições. Ainda assim, a equipe sul-americana encontrou dificuldades para superar a pressão espanhola. Quando recuperava a bola, quase sempre estava distante do gol adversário e precisava enfrentar uma marcação organizada.

A Espanha seguiu martelando. Foram 20 finalizações ao longo do confronto: 12 na direção do gol, cinco para fora e três bloqueadas. A Argentina, em comparação, teve somente duas conclusões, uma para fora e outra bloqueada. Nenhuma exigiu uma defesa realmente difícil de Unai Simón.

Percebendo o desgaste dos titulares, Luis de la Fuente começou a utilizar a profundidade de seu elenco. Eric García entrou no lugar de Laporte, Martín Zubimendi substituiu Rodri, Pedri ocupou a vaga de Fabián Ruiz e Mikel Merino entrou no lugar de Dani Olmo. No ataque, Nico Williams e Ferran Torres substituíram Baena e Oyarzabal.

As mudanças renovaram a intensidade espanhola. Nico Williams acrescentou velocidade no lado esquerdo, enquanto Ferran passou a atacar a área com mais frequência. A Argentina também modificou sua formação, com as entradas de Molina, Medina, Otamendi, Giuliano Simeone, Senesi e Paredes, mas as substituições não foram suficientes para equilibrar o duelo.

O tempo regulamentar terminou sem gols, resultado que premiava principalmente a atuação de Dibu Martínez. O goleiro argentino havia acumulado defesas importantes e mantido sua seleção viva em uma partida na qual a Espanha controlava praticamente todos os indicadores ofensivos.

Na prorrogação, o cenário ficou ainda mais favorável aos espanhóis. A Argentina já demonstrava cansaço e passou a defender cada vez mais perto de sua própria área. A expulsão de Enzo Fernández aumentou a dificuldade da equipe de Lionel Scaloni, que precisou reorganizar o meio-campo e abandonar quase completamente qualquer tentativa de pressionar a saída de bola adversária.

A insistência espanhola finalmente foi recompensada aos 106 minutos. Nico Williams avançou pelo lado esquerdo e participou da construção da jogada decisiva. Ferran Torres apareceu em posição de conclusão e finalizou para vencer Dibu Martínez. Depois de evitar o gol em diversas oportunidades, o goleiro argentino não conseguiu impedir o chute que definiu o Mundial.

O gol provocou uma explosão no setor ocupado pelos torcedores espanhóis. Dentro de campo, os jogadores se abraçaram enquanto Ferran Torres comemorava o momento mais importante de sua carreira com a seleção. Do outro lado, os argentinos demonstravam abatimento, mas ainda restavam minutos para uma tentativa de reação.

A Argentina tentou avançar nos instantes finais, porém não encontrou organização nem espaço. A Espanha recuou apenas o necessário, protegeu a entrada da área e administrou a posse sempre que recuperava a bola. Unai Simón praticamente não foi ameaçado, e o apito final confirmou uma conquista construída com autoridade.

Estatísticas e escalações da decisão da Copa do Mundo de 2026

Os números da final mostram que a vitória espanhola foi consequência de uma atuação dominante. Além de controlar a posse, a campeã mundial criou muito mais oportunidades e ocupou o campo ofensivo durante a maior parte dos 120 minutos.

Estatísticas de Espanha 1 x 0 Argentina
Estatística 🇪🇸 Espanha 🇦🇷 Argentina
Placar 1 0
Posse de bola 62% 38%
Total de passes 831 455
Aproveitamento nos passes 88% 77%
Passes errados 97 106
Finalizações 20 2
Finalizações no gol 12 0
Finalizações para fora 5 1
Finalizações bloqueadas 3 1
Bolas na trave 0 0
Pênaltis 0 0
Escanteios 9 4
Impedimentos 4 1
Defesas dos goleiros 1 11
Desarmes 20 17
Faltas cometidas 21 24
Cartões amarelos 0 4
Cartões vermelhos 0 1

O dado mais impressionante está nas finalizações no alvo. A Espanha acertou 12 chutes na direção da meta argentina, enquanto a Argentina não teve nenhum. As 11 defesas de Dibu Martínez explicam por que o confronto permaneceu empatado por tanto tempo. O goleiro foi o principal responsável por levar a decisão até a prorrogação.

Lamine Yamal sagrou-se Campeão da Copa do Mundo de 2026.
Lamine Yamal sagrou-se Campeão da Copa do Mundo de 2026.

A quantidade de passes também ajuda a explicar a dinâmica da partida. Com 831 trocas de bola, a Espanha controlou o ritmo e obrigou os argentinos a correrem atrás da posse. A diferença de 376 passes entre as seleções não foi apenas territorial: ela representou a capacidade espanhola de manter a bola mesmo sob pressão e de recuperar rapidamente a posse após os erros.

Escalações da final
Seleção Titulares Jogadores que entraram Técnico
🇪🇸 Espanha Unai Simón; Pedro Porro, Pau Cubarsí, Aymeric Laporte e Marc Cucurella; Rodri, Fabián Ruiz e Dani Olmo; Lamine Yamal, Mikel Oyarzabal e Álex Baena. Eric García, Martín Zubimendi, Pedri, Mikel Merino, Ferran Torres e Nico Williams. Luis de la Fuente
🇦🇷 Argentina Emiliano Martínez; Gonzalo Montiel, Cristian Romero, Lisandro Martínez e Nicolás Tagliafico; Enzo Fernández, Rodrigo De Paul e Alexis Mac Allister; Lionel Messi, Julián Álvarez e Nicolás González. Nahuel Molina, Facundo Medina, Nicolás Otamendi, Giuliano Simeone, Marcos Senesi e Leandro Paredes. Lionel Scaloni

As duas seleções começaram no esquema 4-3-3, mas apresentaram ideias diferentes. A Espanha utilizou seus pontas bem abertos, aproximou os meio-campistas e fez os laterais avançarem alternadamente. A Argentina priorizou a compactação, protegeu a área e tentou acelerar depois das recuperações de bola.

A estratégia argentina funcionou parcialmente enquanto a equipe permaneceu completa. Mesmo pressionada, a defesa contou com boas intervenções de Romero, Lisandro Martínez e Dibu. Depois da expulsão de Enzo Fernández e do desgaste acumulado, os espaços começaram a aparecer. Foi justamente nesse período que os reservas espanhóis fizeram a diferença.

Ferran Torres decide e Espanha coloca a segunda estrela no escudo

Ferran Torres entrou em campo sem saber que se transformaria no personagem principal da final. O atacante recebeu a missão de aumentar a presença espanhola dentro da área e oferecer movimentos diferentes dos apresentados por Oyarzabal. Cumpriu o papel com perfeição e marcou o gol mais importante da seleção desde a final de 2010.

Aos 106 minutos, quando o desgaste físico já pesava e os pênaltis começavam a aparecer no horizonte, Ferran manteve a concentração. O atacante acompanhou a jogada pelo lado esquerdo, encontrou espaço entre os defensores e concluiu sem dar chance ao goleiro argentino.

A participação de Nico Williams também foi fundamental. Sua entrada deu velocidade a uma equipe que já controlava a bola, mas precisava voltar a quebrar linhas. O ponta atacou o espaço, obrigou a defesa argentina a correr em direção ao próprio gol e participou diretamente da jogada que terminou na finalização de Ferran.

O título também consagra o trabalho de Luis de la Fuente. O treinador manteve a identidade de posse e pressão da Espanha, mas mostrou capacidade para modificar a equipe durante a decisão. Todas as seis substituições espanholas tiveram funções claras: renovar o sistema defensivo, preservar o controle do meio-campo e aumentar a agressividade no ataque.

A conquista representa ainda a confirmação de uma nova geração espanhola. Lamine Yamal e Pau Cubarsí disputaram uma final de Copa do Mundo ainda muito jovens e demonstraram maturidade diante de uma seleção experiente. Rodri comandou o meio-campo, Cucurella ofereceu segurança pelo lado esquerdo e Dani Olmo ajudou a movimentar a defesa argentina.

A Espanha terminou a final sem sofrer um chute no alvo. Esse número revela que o bicampeonato não foi construído somente pelo talento ofensivo. A equipe protegeu bem os espaços, reagiu rapidamente após perder a bola e impediu que Messi, Julián Álvarez e os demais atacantes argentinos encontrassem situações favoráveis.

Para Lionel Messi, a partida teve o peso de uma possível despedida dos Mundiais. O camisa 10 tentou buscar o jogo mais distante da área, mas foi cercado pelo meio-campo espanhol e teve poucas oportunidades para decidir. Mesmo sem repetir a conquista de 2022, ele encerrou a competição como uma das maiores referências da história argentina.

Ultimo jogo de Lionel Messi na Copa do Mundo de 2026

A Argentina deixou o torneio com o vice-campeonato e com o reconhecimento pela capacidade de resistência. Em uma atuação de pouca produção ofensiva, a equipe permaneceu viva durante 105 minutos graças ao desempenho de seu goleiro e à entrega do sistema defensivo. A expulsão e o cansaço, no entanto, tornaram a missão quase impossível durante a reta final.

Do lado espanhol, a festa começou assim que o árbitro encerrou o confronto. Jogadores correram em direção ao banco, membros da comissão técnica se abraçaram e os torcedores celebraram uma conquista aguardada desde 2010. Ferran Torres, autor do gol, foi imediatamente cercado pelos companheiros.

A segunda estrela confirma a Espanha entre as grandes campeãs da história do futebol. Depois de conquistar sua primeira Copa com o gol de Andrés Iniesta diante da Holanda, a seleção voltou a vencer uma final por 1 a 0 na prorrogação. Desta vez, o papel de herói pertenceu a Ferran Torres.

Mais do que o placar, o desempenho reforçou a força coletiva espanhola. A equipe teve mais posse, trocou quase duas vezes mais passes, finalizou dez vezes mais e não permitiu nenhuma conclusão argentina no alvo. O gol demorou a acontecer, mas premiou a seleção que mais procurou a vitória.

A Copa do Mundo de 2026 termina, portanto, com a Espanha no lugar mais alto do pódio. A Argentina entrega a taça depois de quatro anos, enquanto a geração liderada por Rodri, Dani Olmo, Lamine Yamal, Nico Williams e Ferran Torres inicia um novo capítulo na história da seleção.