Austrália 2 x 4 Brasil: Seleção reage, vira e vence em Brisbane
Austrália 2 x 4 Brasil marcou a primeira vitória da Seleção Brasileira depois da Copa do Mundo de 2026. Nesta terça-feira, 29 de setembro, a equipe comandada por Carlo Ancelotti venceu de virada no Suncorp Stadium, em Brisbane, em um amistoso movimentado, com seis gols e duas viradas ao longo dos 90 minutos.
A Seleção Brasileira conquistou nesta terça-feira, 29 de setembro, sua primeira vitória depois da Copa do Mundo de 2026. Em um amistoso movimentado, com duas viradas e seis gols, o Brasil venceu a Austrália por 4 a 2 no Suncorp Stadium, em Brisbane, e mostrou uma reação importante depois do empate por 1 a 1 entre as equipes no primeiro confronto desta Data Fifa.
Vanderson abriu o placar logo aos três minutos e parecia encaminhar uma noite tranquila para a equipe de Carlo Ancelotti. A Austrália, porém, reagiu ainda no primeiro tempo e virou com gols de Alessandro Circati e Connor Metcalfe. Antes do intervalo, Raphinha converteu pênalti e recolocou o Brasil no jogo. Na segunda etapa, Bruno Guimarães marcou o terceiro e Vini Jr., também de pênalti, fechou a vitória em 4 a 2.
O resultado veio acompanhado de uma atuação ofensiva mais produtiva. O Brasil terminou a partida com 54% de posse de bola, 513 passes e 16 finalizações, oito delas no gol. A Austrália teve seis finalizações e acertou duas no alvo.
Escalações de Austrália 2 x 4 Brasil
O segundo amistoso entre Brasil e Austrália foi disputado no Suncorp Stadium, em Brisbane. Quatro dias antes, Brasil e Austrália empataram por 1 a 1 em Townsville, com gol de Rayan nos acréscimos. Depois daquele confronto, Carlo Ancelotti promoveu várias mudanças na equipe titular e montou um time com mais presença no meio-campo.
Otávio começou no gol. Vanderson, Jair Cunha, Gabriel Magalhães e Mauro Júnior formaram o sistema defensivo. Danilo, Bruno Guimarães e Gabriel Bontempo atuaram no meio, enquanto Rayan, Raphinha e Vini Jr. começaram no setor ofensivo.
A Austrália, comandada por Tony Popovic, manteve boa parte da estrutura utilizada no primeiro encontro. Patrick Beach foi o goleiro, com Circati, Souttar e Herrington formando a base defensiva. Irankunda, Metcalfe e Yengi foram as principais opções para acelerar os ataques dos donos da casa.
| Ficha técnica de Austrália 2 x 4 Brasil | |
|---|---|
| Jogo | Austrália 2 x 4 Brasil |
| Competição | Amistoso internacional |
| Data | 29 de setembro de 2026 |
| Local | Suncorp Stadium, Brisbane, Austrália |
| Placar | Austrália 2 x 4 Brasil |
| Gols do Brasil | Vanderson, Raphinha, Bruno Guimarães e Vini Jr. |
| Gols da Austrália | Alessandro Circati e Connor Metcalfe |
| Técnico do Brasil | Carlo Ancelotti |
| Técnico da Austrália | Tony Popovic |
| Escalações de Austrália e Brasil | |||
|---|---|---|---|
| Austrália | Posição | Brasil | Posição |
| Patrick Beach | Goleiro | Otávio | Goleiro |
| Jacob Italiano | Lateral/Ala | Vanderson ⚽ | Lateral-direito |
| Alessandro Circati ⚽ | Zagueiro | Jair Cunha | Zagueiro |
| Harry Souttar 🟨 | Zagueiro | Gabriel Magalhães 🟨 | Zagueiro |
| Lucas Herrington | Zagueiro | Mauro Júnior | Lateral-esquerdo |
| Aziz Behich | Ala | Danilo | Meio-campista |
| Jackson Irvine | Meio-campista | Bruno Guimarães ⚽ | Meio-campista |
| Paul Okon-Engstler | Meio-campista | Gabriel Bontempo | Meio-campista |
| Connor Metcalfe ⚽ | Meia/atacante | Rayan | Atacante |
| Nestory Irankunda 🟨 | Meia/atacante | Raphinha ⚽ | Atacante |
| Tete Yengi | Atacante | Vini Jr. ⚽ | Atacante |
| Entraram: Geria, Yazbek, O’Neill, McGree, Younis e Velupillay | Substituições | Entraram: Matheuzinho, Vitor Reis, Arthur Dias, Andrey Santos, Martinelli, Breno Bidon, Estêvão, Endrick e Samuel Lino | Substituições |
Ancelotti aproveitou novamente o amistoso para fazer uma série de testes. Matheuzinho entrou no lugar de Vanderson, Vitor Reis substituiu Jair Cunha e Arthur Dias ganhou minutos na vaga de Mauro Júnior. No meio, Andrey Santos, Martinelli e Breno Bidon também foram utilizados.
No ataque, Estêvão, Endrick e Samuel Lino entraram durante o segundo tempo. Endrick substituiu Raphinha ainda no intervalo, depois de o atacante do Barcelona sentir um desconforto muscular na coxa direita.
Como foi Austrália 2 x 4 Brasil: Seleção começa forte e abre o placar cedo
O Brasil começou a partida em ritmo completamente diferente do apresentado no empate do primeiro amistoso. Logo aos três minutos, a equipe conseguiu uma boa combinação pelo lado direito. Rayan participou da jogada, Gabriel Bontempo fez a aproximação e Vanderson apareceu de frente para o gol para finalizar e colocar a Seleção em vantagem.
O gol cedo deu ao Brasil tranquilidade para trabalhar a bola e controlar a partida. Com Danilo, Bruno Guimarães e Bontempo próximos, a Seleção conseguiu ocupar melhor o meio-campo e deu menos espaços para os australianos avançarem.
Nos primeiros minutos, o Brasil controlava a posse e conseguia encontrar Rayan e Raphinha pelos lados. Vini Jr. também buscava jogadas individuais, enquanto Vanderson dava profundidade pela direita.
O cenário, porém, mudou perto da meia hora.
Austrália reage, faz dois gols e vira a partida
Aos 29 minutos do primeiro tempo, a Austrália chegou ao empate. Depois de cobrança de escanteio, a bola passou pela área brasileira e sobrou para Alessandro Circati, que conseguiu mandar para o gol.
O lance chegou a ser inicialmente invalidado, mas a arbitragem confirmou o gol depois da análise. A partir daí, o Brasil sentiu o empate e passou a cometer erros que não estavam aparecendo nos minutos iniciais.
Quatro minutos depois, veio a virada. Aos 33, a Seleção perdeu a bola na saída, a Austrália acelerou a jogada e Connor Metcalfe recebeu espaço para finalizar de fora da área. O chute venceu Otávio e colocou os donos da casa na frente: 2 a 1.
Em poucos minutos, o Brasil viu uma partida que parecia controlada se transformar em um novo teste emocional. A equipe precisou recuperar a concentração para não repetir a atuação problemática do primeiro amistoso.
Raphinha empata de pênalti antes do intervalo
A reação brasileira ainda começou no primeiro tempo. Danilo entrou na área e foi derrubado por Harry Souttar. A arbitragem marcou pênalti.
Raphinha assumiu a cobrança e bateu com segurança para empatar aos 45 minutos. O gol foi importante porque permitiu que a Seleção fosse para o intervalo com o placar em 2 a 2, evitando que a Austrália carregasse a vantagem para a segunda etapa.
Apesar do empate, o primeiro tempo mostrou novamente uma equipe brasileira capaz de produzir bons momentos ofensivos, mas também vulnerável quando perde organização e concentração.
Endrick entra e Brasil melhora no segundo tempo
Raphinha não voltou para o segundo tempo após sentir desconforto muscular, e Endrick entrou em seu lugar. A alteração mudou algumas características do ataque brasileiro.
O jovem atacante passou a atacar espaços com mais agressividade, pressionou a defesa australiana e participou diretamente do gol que recolocou o Brasil em vantagem.
A partida também ganhou em intensidade física. Endrick sofreu faltas, discutiu com adversários e acabou recebendo cartão amarelo, assim como Souttar pelo lado australiano.
Mesmo com o jogo mais tenso, o Brasil conseguiu manter maior controle da posse e procurou acelerar sempre que encontrava espaço.
Bruno Guimarães coloca o Brasil novamente em vantagem
Aos 24 minutos da segunda etapa, o Brasil construiu a jogada do terceiro gol. Vini Jr. participou da transição, Endrick recebeu e encontrou Bruno Guimarães dentro da área.
O meio-campista apareceu como elemento surpresa e finalizou para colocar o Brasil novamente na frente: 3 a 2.
O gol representou a segunda virada da partida. Primeiro, a Austrália havia virado o 1 a 0 brasileiro para 2 a 1. Depois, a Seleção respondeu e transformou o 2 a 1 australiano em 3 a 2.
A partir daí, o Brasil passou a encontrar ainda mais espaços. A Austrália precisou se abrir para buscar o empate, e os jogadores de velocidade da Seleção começaram a ter campo para atacar.
Vini Jr. sofre pênalti e fecha a vitória brasileira
Aos 34 minutos do segundo tempo, Vini Jr. entrou na área e foi derrubado por Irankunda. A arbitragem marcou o segundo pênalti para o Brasil na partida.
O próprio Vini Jr. assumiu a cobrança. Depois de uma breve conversa sobre quem bateria, o atacante foi confirmado como cobrador e converteu para fazer o quarto gol brasileiro.
O 4 a 2 praticamente encerrou qualquer possibilidade de reação australiana. Ancelotti aproveitou os minutos finais para fazer novas substituições e dar experiência internacional a jogadores mais jovens.
Arthur Dias, de 19 anos, por exemplo, fez sua estreia pela Seleção Brasileira ao entrar na reta final da partida.
Estatísticas de Austrália 2 x 4 Brasil
Os números mostram um Brasil mais dominante com a bola e bastante eficiente na criação ofensiva. A Seleção terminou com 54% de posse, enquanto a Austrália teve 46%.
O Brasil completou 513 passes, contra 443 dos australianos. A precisão também foi superior: 86% de passes certos para a equipe de Ancelotti contra 83% dos donos da casa.
No ataque, a vantagem foi ainda maior. O Brasil finalizou 16 vezes, enquanto a Austrália teve seis. A Seleção acertou oito finalizações no gol, contra apenas duas da Austrália.
| Estatísticas de Austrália 2 x 4 Brasil | ||
|---|---|---|
| Estatística | Austrália | Brasil |
| Posse de bola | 46% | 54% |
| Total de passes | 443 | 513 |
| Passes certos | 83% | 86% |
| Passes errados | 74 | 72 |
| Finalizações | 6 | 16 |
| Finalizações para fora | 3 | 6 |
| Finalizações no gol | 2 | 8 |
| Na trave | 0 | 0 |
| Finalizações bloqueadas | 1 | 2 |
| Pênaltis | 0 | 2 |
| Escanteios | 4 | 6 |
| Impedimentos | 1 | 2 |
| Total de defesas | 8 | 1 |
| Desarmes | 16 | 15 |
| Faltas cometidas | 17 | 13 |
| Cartões amarelos | 2 | 2 |
| Cartões vermelhos | 0 | 0 |
Os oito chutes certos do Brasil mostram uma diferença importante em relação ao primeiro amistoso. A equipe não apenas teve volume, mas conseguiu transformar uma parcela maior das oportunidades em finalizações que realmente exigiram o goleiro australiano.
O número de pênaltis também foi decisivo. O Brasil teve duas cobranças e converteu ambas, primeiro com Raphinha e depois com Vini Jr. Os dois gols ajudaram diretamente a construir a reação depois da virada australiana.
Outro dado que chama atenção é o equilíbrio nos desarmes. A Austrália terminou com 16, enquanto o Brasil teve 15. A partida foi bastante disputada fisicamente e teve 30 faltas no total, sendo 17 australianas e 13 brasileiras.
Vanderson aproveita chance e marca primeiro gol pela Seleção
Uma das boas notícias individuais da partida foi Vanderson. O lateral abriu o placar logo nos primeiros minutos e marcou seu primeiro gol com a camisa da Seleção Brasileira.
Além do gol, a movimentação ofensiva pelo lado direito ajudou o Brasil a criar superioridade nos minutos iniciais. A participação de Vanderson também mostrou uma possibilidade diferente para Ancelotti na lateral direita, posição que segue aberta a testes neste início de ciclo.
Bruno Guimarães responde com gol depois de momento difícil
Bruno Guimarães também teve participação importante. Depois de perder um pênalti na eliminação para a Noruega durante a Copa do Mundo, o meio-campista voltou a aparecer em uma situação decisiva, desta vez chegando à área para marcar o terceiro gol brasileiro.
O lance mostrou uma característica importante do jogador: a capacidade de sair de trás e aparecer como elemento surpresa. Em uma Seleção que ainda procura maior variedade ofensiva, movimentos como esse podem oferecer novas soluções para Carlo Ancelotti.
Vini Jr. melhora no segundo tempo e encerra jogo com gol
Vini Jr. teve dificuldades durante boa parte do primeiro tempo, mas cresceu depois do intervalo. O atacante participou da construção do terceiro gol, sofreu o pênalti que originou o quarto e ainda assumiu a responsabilidade da cobrança.
O gol de pênalti fechou o placar e deu ao camisa 7 uma participação decisiva em um momento em que a Austrália já começava a deixar mais espaços defensivos.
A atuação mostrou como Vini pode ser mais perigoso quando encontra espaço para acelerar. Contra defesas mais fechadas, como havia acontecido em vários momentos do primeiro amistoso, o atacante teve mais dificuldades para encontrar soluções.
Ancelotti muda a estrutura e Brasil apresenta evolução
Carlo Ancelotti deixou o amistoso satisfeito com o desempenho da Seleção. O treinador destacou a evolução da equipe e admitiu que pode voltar a utilizar diferentes estruturas táticas ao longo deste novo ciclo
A principal mudança em relação ao primeiro jogo esteve no meio-campo. Com Danilo, Bruno Guimarães e Bontempo, o Brasil teve mais jogadores próximos na construção e conseguiu circular a bola com maior naturalidade.
A equipe ainda apresentou problemas defensivos, principalmente no período em que sofreu dois gols em poucos minutos. Mesmo assim, a capacidade de reação foi positiva. O Brasil não se desorganizou completamente depois da virada e conseguiu buscar o empate antes do intervalo.
No segundo tempo, as alterações aumentaram a intensidade e permitiram que a Seleção aproveitasse os espaços deixados pela Austrália.
Primeira vitória do Brasil depois da Copa do Mundo
O triunfo por 4 a 2 também teve peso simbólico. Foi a primeira vitória brasileira desde a eliminação na Copa do Mundo de 2026 e a primeira neste novo ciclo de preparação para 2030.
O resultado ganha importância especialmente depois da atuação irregular no empate por 1 a 1 em Townsville. Quatro dias depois, o Brasil apresentou mais movimentação ofensiva, marcou quatro vezes e mostrou capacidade para reagir depois de ficar atrás no placar.
A vitória não significa que os problemas estejam resolvidos. Os gols sofridos em sequência ainda mostram fragilidades defensivas, e a equipe continua em processo de construção. Mas, pela primeira vez neste novo ciclo, o Brasil conseguiu combinar volume ofensivo, reação emocional e eficiência suficiente para transformar a atuação em vitória.
Brasil agora se prepara para enfrentar a Índia
Depois dos dois amistosos contra a Austrália, a Seleção Brasileira segue sua programação na Ásia.
O próximo compromisso será contra a Índia, no sábado, 3 de outubro, em Calcutá. Será o último amistoso desta Data Fifa e mais uma oportunidade para Ancelotti utilizar diferentes jogadores e observar novas formações.
O treinador já indicou que deve promover novas mudanças no time. Depois de usar praticamente todo o grupo nos confrontos com a Austrália, a tendência é que outros jogadores ganhem minutos diante da Índia.
O Brasil encerra a passagem pela Austrália com um empate por 1 a 1 em Townsville e uma vitória por 4 a 2 em Brisbane. Mais importante do que os resultados, os dois jogos deram à comissão técnica uma quantidade significativa de informações neste começo de preparação para o próximo ciclo de Copa do Mundo.