Março 7, 2026

Japão 3 × 2 Brasil: Virada no segundo tempo

Japão vira no segundo tempo e faz história

A Seleção Brasileira sofreu uma noite amarga em Tóquio: após sair na frente, permitiu uma virada dramática e histórica, com o Japão vencendo por 3 a 2 no Ajinomoto Stadium. Foi a primeira vitória japonesa sobre o Brasil em amistosos, um feito comemorado efusivamente pelos anfitriões.

Um primeiro tempo de domínio brasileiro

Nos primeiros 45 minutos, o Brasil parecia no controle absoluto. A equipe disparou no placar com dois gols: Paulo Henrique, aos 26 minutos, aproveitou um passe profundo de Bruno Guimarães para abrir o marcador. Seis minutos depois, Gabriel Martinelli recebeu de Lucas Paquetá e finalizou com calma para o canto, dando à Seleção uma vantagem aparentemente tranquila.

Do lado japonês, apesar de alguns lampejos, faltou efetividade. A defesa brasileira estava bem postada, e o ataque animava sem causar tanto perigo real. Para muitos, tudo indicava que o Brasil manteria essa vantagem até o fim.

A virada surpreendente: Japão acorda e vira o jogo

Mas foi no segundo tempo que o jogo mudou completamente. Logo aos 52 minutos, Takumi Minamino recebeu dentro da área após um erro de Fabrício Bruno, e bateu com classe para descontar.

Pouco depois, aos 62 minutos, veio o empate. Keito Nakamura, em jogada aérea, aproveitou um desvio para mandar para as redes e o gol teve um toque infeliz de Fabrício Bruno, que acabou cometendo uma falha grave.

A torcida japonesa estava a todo vapor, e a virada definitiva veio aos 71 minutos: Ayase Ueda subiu mais alto que todo mundo para cabecear um escanteio com precisão e dar o 3 a 2.

Reflexões sobre o desempenho brasileiro

Para muitos, a Seleção pagou caro por uma queda de concentração e falhas defensivas cruciais no segundo tempo. A vantagem parcial de 2 a 0 acabou sendo o ponto de virada, o Brasil teve posse, criou jogadas no primeiro tempo, mas recuou demais e permitiu a pressão japonesa.

Além disso, a derrota levanta questionamentos para a comissão técnica de Carlo Ancelotti: se esse amistoso era para testar peças e dar ritmo para o ciclo da Copa do Mundo, a seleção mostrou fragilidades que não podem ser ignoradas.

Falhas defensivas custam caro e comprometem a Seleção

O segundo tempo expôs um problema que marcou a noite brasileira: a falha decisiva do zagueiro Fabrício Bruno. No primeiro gol japonês, ele perdeu o tempo da bola e permitiu que Minamino finalizasse livre dentro da área. A situação ficou ainda mais complicada quando, no lance do empate, o defensor voltou a se atrapalhar, desviando a bola de forma infeliz para trás ao tentar cortar um cruzamento, deixando Nakamura em condição perfeita para marcar. Essas falhas, somadas à queda geral de atenção da linha defensiva, desestabilizaram a Seleção e abriram o caminho para a virada japonesa.

A festa japonesa e o significado histórico

Do outro lado, o Japão celebrou com razão. A virada contra uma potência como o Brasil simboliza mais do que um amistoso: representa evolução, confiança e ambição. Para o técnico Hajime Moriyasu, foi uma recompensa por insistir em um plano de jogo ousado, especialmente depois de ajustes feitos no intervalo.

A torcida lotou o Ajinomoto Stadium (cerca de 44.920 torcedores, segundo relatos), vibrou alto e os jogadores sabiam o que significava vencer pela primeira vez a seleção brasileira.

Item Detalhes
Data 14 de outubro de 2025
Competição Amistoso Internacional
Local Ajinomoto Stadium, Tóquio
Público 44.920 torcedores
Árbitro Kim Jong-Hyeok (Coreia do Sul)
Placar Japão 3 × 2 Brasil
Gols (Japão) Minamino (52’), Nakamura (62’), Ueda (71’)
Gols (Brasil) Paulo Henrique (26’), Gabriel Martinelli (32’)
Posse de bola Brasil ~67%, Japão ~33%
Escalações (início) Japão: Zion Suzuki; Taniguchi; Junnosuke Suzuki; Tsuyoshi Watanabe; Kaishu Sano; Daichi Kamada; Ritsu Doan; Keito Nakamura; Takefusa Kubo; Takumi Minamino; Ayase Ueda.
Brasil: Hugo Souza; Paulo Henrique; Fabrício Bruno; Lucas Beraldo; Carlos Augusto; Casemiro; Bruno Guimarães; Lucas Paquetá; Vinícius Júnior; Gabriel Martinelli; Luiz Henrique.
Técnicos Japão: Hajime Moriyasu
Brasil: Carlo Ancelotti